No passado dia 1 de Junho realizou-se em Beja a conferência internacional "Valor Social, Cultural, Económico e Político do Património Cultural", organizada pela Fundação para a Ciência e Tecnologia com o apoio da CM Beja.

Entre os muitos pontos de interesse, destacamos a apresentação de Alexandre Pais (Direcção Geral do Património Cultural - Museu Nacional de Arte Antiga) pela relevância e proximidade em relação ao património cultural de Beja.

Alexandre Pais brindou os presentes com uma sessão intitulada "Potential of Portuguese Azulejos as Promotion Vector for Cultural Turism" (sim, as apresentações foram todas em inglês!), onde apontou as potencialidades de divulgação do património azulejar para a dinamização turística e cultural, utilizando como exemplo o caso de Beja. O autor foi então capaz de adaptar o tema à realidade local, exemplificando como Beja pode constituir-se como um ex-libris nacional no que diz respeito a este património tão português, mas que ao mesmo tempo nos liga a vários mundos.

Alexandre Pais começou por destacar a Festa do Azulejo, organizada pela adpBEJA, como um bom exemplo de uma actividade educativa e divulgadora, inspirada na riqueza do azulejo, e afirmando que esta terá todas as condições para crescer, tornando-se num evento de referência para a promoção desta arte.

Em seguida demonstrou como em Beja se reúnem condições únicas para "utilizar" o azulejo como factor diferenciador no âmbito do património cultural, por aqui se encontrar presente toda a história da azulejaria portuguesa, desde os exemplares importados e nacionais mais antigos conhecidos em Portugal e por ter sabido manter esta tradição até à actualidade. Mas também foram referenciados outros aspectos importantes, como a existência de alguns monumentos únicos ao nível deste património (ex: sala do capítulo do Museu Rainha D. Leonor), a existência de todas as técnicas e estilos de azulejo em vários pontos da cidade e o facto de existir uma certa tradição na sua investigação e dinamização, aspecto intimamente ligado ao papel da adpBEJA.

A pouca presença das gentes de Beja nesta conferência, limitando o impacto da apresentação de Alexandre Pais, justifica que se consiga futuramente realizar uma nova iniciativa sobre este tema.

 

Agradecimentos: Miguel Serra

A Região de Beja durante a Idade do Ferro

Ana Margarida Arruda – UNIARQ (Centro de Arqueologia) e Centro de Estudos Clássicos. Universidade de Lisboa

Os trabalhos das últimas décadas nos “canais de Rega” do Alqueva puseram a descoberto na região de Beja “Um Admirável Mundo Novo” no que à Idade do Ferro diz respeito. De facto, o conjunto de necrópoles que foi descoberto é notável pelo número, mas, sobretudo pela riqueza e diversidade dos seus espólios. Este mundo funerário, que pôde associar-se, em raros casos, a alguns contextos domésticos, põe em evidência uma realidade até há pouco tempo muito mal caracterizada na região, que se insere ainda na 1ª metade do 1º milénio a.n.e. (século VI).

As características orientalizantes desta I Idade do Ferro são indiscutíveis ao nível dos materiais arqueológicos que se puderam recuperar em muitas das sepulturas destas necrópoles, mesmo que a arquitectura funerária possa apontar para matrizes sobretudo indígenas.

Estas necrópoles e os respectivos povoados, estes ainda muito mal conhecidos, são, pelo menos a partir das primeiras décadas do século IV a.n.e., substituídos por outros, onde o ritual funerário também sofre alterações substanciais, apesar da cultura material deter ainda uma óbvia feição mediterrânea. Quer o Cerro Furado quer os resultados obtidos nos trabalhos no centro urbano de Beja têm fornecido informação relevante que é necessário ter em atenção para traçar o quadro evolutivo da região ao longo de grande parte do 1º milénio a.n.e.

 

Mais uma Festa do Azulejo de Beja. Mais alunos na Praça da Republica. Mais exposições. Mais 550 anos de uma arte que teve porta de entrada em Portugal aqui na nossa cidade de Beja.
Foram quase 3000 os alunos dos agrupamentos escolares que ajudaram a estender o tapete de réplicas de azulejos que cobriu o chão da Praça. Muita gente a ver. Actividades variadas, desde pinturas faciais, puzzles gigantes a visitas guiadas. Algumas turmas brindaram quem por aqui passou com danças, com crianças trajadas a rigor (e que bonitas que estavam!). Os Mocinhos Encante encantaram... Uma Festa com F grande.
A quem não viu só podemos convidar... Para o ano há mais!

Assim foi o ano passado, na Praça da República, com mais de 2500 a celebrar Beja e a arte azulejar. Este ano a Festa vai acontecer outra vez, dia 3 de Maio na Praça!

 

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Este video serve apenas para efeitos de arquivo, não tendo a adpBEJA quaisquer direitos de autor sobre o mesmo

Foi nos dias 13 e 14 de Maio do ano passado que a Primavera foi celebrada pelas nossas Maias de Beja nas Portas de Mértola. A SIC esteve cá e fez reportagem (como podem ver no vídeo abaixo). 

É só para lembrar que este ano temos a Festa das Maias nos dias  5 e 6 de Maio. Brevemente abriremos as inscrições.

 

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